Para o consumidor interessado em um produto high-tech caro, fica o alerta óbvio: eles custam caro. Não existe logística capaz de reduzir o valor de um produto em mais de 50%; se existisse, lojas muito maiores já estariam trabalhando com ela.
É triste notar como ainda há pessoas tão ingênuas comprando na internet. A Neon Eletro está se utilizando de propaganda massiva para enganar milhares de consumidores todos os dias, tanto na TV quanto na internet. Esse quadro, todavia, evidencia a cultura brasileira da chamada "Lei de Gérson", onde os cidadãos desta pátria amada são compelidos a levar vantagem em tudo, mesmo que isso represente desvios éticos e, no nosso caso, um tolo sentimento de que a loja em questão está fazendo caridade. Não basta pagar o preço justo. Ele tem que comprar em um lugar que oferece o produto por 1/3 do preço normal.
(…) Já vimos propagandas em vídeo nos intervalos e dentro de programas populares do SBT, como o do Raul Gil, A Praça É Nossa e no da Eliana, e diversos banners destacados na home do UOL, um dos sites mais visitados do país.
Semanas atrás o GordoGeek já havia se preocupado com o tema, obviamente desconfiando das promoções mirabolantes (aqui e aqui) que envolviam iPhones de última geração por R$949,00, quando seu preço no Brasil é de R$2.500,00 em média. Sobre esse assunto, o Gizmodo ainda alerta:
(…) São preços absurdos sob qualquer ponto de vista. Uma TV de 40" Sony Bravia é anunciada por R$ 1.099, o iPad 4 com tela Retina, por R$ 999, mesmo preço do iPhone 5 e do Galaxy Note II. O Galaxy S III é mais barato, custando só R$ 799.
Infelizmente, apesar de todo o burburinho que está se formando, a loja continua em pleno funcionamento, lesando quase todos que compram com eles. Sim, quase todos, porque, segundo o Gizmodo, especula-se que a empresa utiliza-se do formato 3×1, ou seja:
a cada três compras, uma é efetivada (ou o cliente tem o dinheiro estornado). Dessa forma, uma pessoa real e idônea faz a propaganda positiva quando as outras duas, lesadas, reclamam.
Para concluir, o Gizmodo investigou e notou que outros sites, envolvidos com os donos da Neon Eletro, tiveram estratégias semelhantes, SUMINDO com o dinheiro das pessoas enganadas depois de alguns meses. Não se espante se a empresa em questão fizer o mesmo.
O recado óbvio fica no ditado popular: "Não existe almoço grátis". Ou então "Não acredite no conto da Carochinha" ou melhor: "quando a esmola é demais o santo desconfia" ou… caramba, essas pessoas comprando na Neon Eletro nunca ouviram essas coisas na infância?